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24 Ottobre 2026

Dal duello tv alle piazze, sfida all’ultimo voto tra Lula e Bolsonaro Jr

AGIPRESS – Dagli studi tv alle piazze, il Brasile affronta la sua ultima giornata di campagna elettorale prima di scegliere il suo presidente. Dopo il confronto sulla Globo, Luiz Inacio Lula da Silva e Flavio Bolsonaro affidano alle mobilitazioni di oggi l’ultimo tentativo di convincere gli indecisi e portarli alle urne per una corsa che i sondaggi descrivono sul filo.

Il presidente progressista uscente cerca la riconferma per il quarto mandato dopo essere stato battuto al primo turno dal senatore, figlio maggiore dell’ex capo dello Stato di destra, Jair Bolsonaro, per 45,16% a 47,03%.

Ma nel corso dell’ultima settimana il distacco nei sondaggi si è ridotto, col Datafolha del 22 ottobre che assegna addirittura a entrambi il 50%; o Ipespe/Abrapel che indica Bolsonaro Jr al 50,5% e Lula al 49,5%, in parità tecnica, calcolando anche il margine d’errore del 2% dei rilevamenti. Dati raccolti comunque prima dell’ultimo faccia a faccia, il cui effetto resta da misurare.

Costo della vita e criminalità sono è stati i principali terreni di scontro del duello televisivo. Lula ha difeso gli aumenti del salario minimo superiori all’inflazione, il sostegno alle microimprese e i risultati della lotta contro la fame. Bolsonaro Jr ha attaccato l’operato del governo di centro-sinistra sui prezzi degli alimenti e sulle conseguenze della riforma fiscale. Non sono poi mancate le accuse di corruzione e gli affondi personali anche di basso livello, come il riferimento del senatore di destra alle “nove dita” di Lula, rimasto menomato in un incidente sul lavoro (Bolsonaro Jr si è poi scusato). Il progressista ha a sua volta accusato l’avversario di legami con le milizie, (fuoriusciti di esercito e polizia confluiti in organizzazioni che si contendono le piazze della droga col Comando Vermelho e col Primero Comando).

A rendere particolarmente drammatico il confronto sulla sicurezza è stato il richiamo al caso di Ana Clara Gomes Machado, una bambina di cinque anni uccisa da una pallottola vagante durante un’operazione di polizia, con la madre presente tra il pubblico.

Ma oggi la contesa torna nelle piazze. Per Lula sono in programma una mobilitazione mattutina sul lungomare di Copacabana, a Rio de Janeiro, e una camminata nel pomeriggio sull’avenida Paulista, a San Paolo. La campagna punta anche su una rete diffusa di iniziative: secondo il calendario segnalato dagli organizzatori, tra venerdì e sabato sono previsti oltre 730 appuntamenti, tra passeggiate, pedalate e volantinaggi. La sola centrale sindacale Cut ha annunciato 242 camminate in 202 città.

Flávio ha invece in agenda attività a Belo Horizonte e a Rio de Janeiro. La scelta mantiene al centro il Sudest, la regione dei maggiori bacini elettorali, dove entrambe le campagne concentrano gli ultimi sforzi. Minas Gerais, San Paolo e Rio diventano così il terreno dell’ultima ricerca di consensi prima delle urne.

Le rilevazioni restituiscono anche le fratture dell’elettorato: nell’indagine Ipespe Lula prevale tra donne, cattolici, fasce a basso reddito e nel Nordest; Bolsonaro Jr tra uomini, evangelici, elettori più abbienti e nel Sud. È su questi equilibri che si innesta la battaglia conclusiva: consolidare le proprie basi e cercare, fino all’ultimo, i voti capaci di spostare una sfida sul filo.

Do duelo na TV às ruas, disputa voto a voto entre Lula e Bolsonaro Jr.
Pesquisas apontam equilíbrio na véspera do segundo turno

Dos estúdios de televisão às ruas, o Brasil vive seu último dia de campanha eleitoral antes de escolher seu presidente. Após o debate na Globo, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro apostam nas mobilizações deste sábado como última tentativa de convencer os indecisos e levá-los às urnas, numa disputa que as pesquisas apontam como acirrada.

O presidente progressista busca a reeleição para um quarto mandato após ter sido derrotado no primeiro turno pelo senador, filho mais velho do ex-presidente de direita Jair Bolsonaro, por 45,16% a 47,03%.

Ao longo da última semana, porém, a distância nas pesquisas diminuiu. O Datafolha de 22 de outubro aponta os dois com 50% dos votos válidos, enquanto o Ipespe/Abrapel indica Bolsonaro Jr. com 50,5% e Lula com 49,5%, em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais dos levantamentos. Os dados, contudo, foram coletados antes do último confronto, cujo efeito ainda está por ser medido.

O custo de vida e a criminalidade foram os principais temas de embate no duelo televisivo. Lula defendeu os aumentos do salário mínimo acima da inflação, o apoio às microempresas e os resultados do combate à fome. Bolsonaro Jr. atacou a atuação do governo de centro-esquerda em relação aos preços dos alimentos e às consequências da reforma tributária. Também não faltaram acusações de corrupção e ataques pessoais, alguns de baixo nível, como a referência do senador de direita aos “nove dedos” de Lula, que perdeu um dedo em um acidente de trabalho. Bolsonaro Jr. pediu desculpas em seguida. O progressista, por sua vez, acusou o adversário de ligações com as milícias, organizações criminosas compostas também por agentes e ex-integrantes das forças de segurança, que disputam o controle de territórios e de atividades ilícitas com o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.

O debate sobre segurança ganhou um tom particularmente dramático com a menção ao caso de Ana Clara Gomes Machado, menina de cinco anos morta por uma bala perdida durante uma operação policial, cuja mãe estava na plateia.

Neste sábado, porém, a disputa volta às ruas. Lula tem uma mobilização pela manhã na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, e uma caminhada à tarde na avenida Paulista, em São Paulo. A campanha aposta também em uma ampla rede de iniciativas: segundo o calendário divulgado pelos organizadores, estão previstos mais de 730 atos entre sexta-feira e sábado, incluindo caminhadas, pedaladas e panfletagens. Só a Central Única dos Trabalhadores (CUT) anunciou 242 caminhadas em 202 cidades.

Flávio, por sua vez, tem atividades previstas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. A escolha mantém o Sudeste, região que concentra os maiores colégios eleitorais, no centro dos esforços finais das duas campanhas. Minas Gerais, São Paulo e Rio tornam-se, assim, o palco da última busca por apoio antes da votação.

Os levantamentos também revelam as divisões do eleitorado: na pesquisa Ipespe, Lula lidera entre mulheres, católicos, eleitores de baixa renda e no Nordeste; Bolsonaro Jr., entre homens, evangélicos, eleitores de renda mais alta e no Sul. É sobre esse quadro que se trava a batalha final: consolidar as próprias bases e buscar, até o último momento, os votos capazes de decidir uma disputa acirrada.

Patrizia Antonini

AGIPRESS

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