
AGIPRESS – DOURADOS – Il colosso industriale brasiliano Inpasa, secondo produttore mondiale di etanolo da cereali, guarda con interesse al mercato italiano per ampliare le esportazioni di biocarburanti e sviluppare nuove collaborazioni industriali, in particolare nel settore marittimo. Il gruppo agroenergetico, che esporta già in 40 Paesi, punta su un modello di economia circolare che integra coltivazione di cereali, produzione di etanolo, mangimi proteici e utilizzo di biomasse per alimentare gli stabilimenti.
L’impresa, tra le prime trenta del Paese sudamericano, conta otto stabilimenti operativi, sei in Brasile e due in Paraguay. Altri due impianti saranno operativi entro i primi mesi del 2027. Fondata nel 2006 da José Odvar Lopes, Inpasa ha chiuso il 2025 con un fatturato netto pari a circa 3,9 miliardi di euro (22,8 miliardi di reais), in crescita del 67% rispetto all’anno precedente. Nello stesso periodo ha prodotto 5,4 miliardi di litri di etanolo e 2,7 milioni di tonnellate di mangimi proteici DDGS.
Il modello produttivo si basa sulla trasformazione di mais e sorgo in etanolo, oli vegetali e DDGS, un sottoprodotto ricco di proteine destinato all’alimentazione animale. Gli stabilimenti utilizzano inoltre biomasse e residui agroindustriali, dalla bagassa della canna da zucchero ai noccioli di açaí, per generare l’energia per la produzione. Ma la circolarità si estende anche ai terreni agricoli: il mais destinato all’etanolo viene coltivato come secondo raccolto, dopo la soia, consentendo di aumentare la produzione sullo stesso ettaro senza dover ricorrere a nuove superfici agricole.
Sul fronte commerciale, Inpasa dichiara di essere già in grado di rifornire l’Italia con grandi volumi di etanolo certificato ISCC. Particolare interesse, spiega Bruno Maier a capo delle relazioni istituzionali della impresa, riveste il trasporto marittimo, considerato “uno dei mercati con le prospettive di sviluppo più immediate”. Inpasa è già in contatto con grandi compagnie internazionali, tra cui Maersk, CMA CGM e Mitsui, per sviluppare l’impiego dell’etanolo nella navigazione, mentre “il confronto industriale si concentra soprattutto sui produttori di motori navali e sulle tecnologie dual-fuel, che consentono di utilizzare combustibili alternativi”. Il gruppo ha inoltre manifestato interesse ad approfondire possibili collaborazioni con l’industria cantieristica italiana, anche per lo sviluppo di sistemi di alimentazione e stoccaggio del biocarburante a bordo delle navi.
Un’altra frontiera è rappresentata dall’aviazione. Inpasa guarda allo sviluppo della tecnologia Alcohol-to-Jet (ATJ), che permette di trasformare l’etanolo in carburante sostenibile per gli aerei, il cosiddetto SAF. Secondo le indicazioni emerse durante la presentazione, ulteriori sviluppi tecnologici e commerciali sono attesi nell’arco di due-quattro anni. Per l’Italia, le prospettive riguardano sia l’approvvigionamento di materie prime sia possibili collaborazioni industriali nella produzione di carburanti alternativi per il trasporto aereo.
Tra le opportunitá anche l’export di DDGS verso l’Italia, dove il prodotto potrebbe integrare la farina di soia nella filiera zootecnica.
Ma le prospettive commerciali dipendono anche dall’evoluzione della normativa europea. L’accordo UE-Mercosur prevede contingenti di accesso al mercato comunitario per complessivi 650 milioni di litri di etanolo, di cui 200 milioni destinati ai carburanti e 450 milioni agli usi industriali, con un’introduzione progressiva nell’arco di cinque anni.
Per Inpasa si tratta di un’apertura importante, ma “timida” rispetto alla produzione brasiliana, stimata dall’azienda in circa 40 miliardi di litri nel 2026.
Il nodo principale riguarda la direttiva europea RED III, che limita il contributo dei biocarburanti ottenuti da colture alimentari e foraggere agli obiettivi energetici dei trasporti. Inpasa è impegnata in un confronto con la Commissione europea per ottenere un riconoscimento della specificità del mais brasiliano di secondo raccolto, sostenendo che questa coltivazione non comporta necessariamente una competizione diretta con la produzione alimentare principale. Un diverso inquadramento normativo potrebbe favorire l’espansione dell’etanolo brasiliano sul mercato europeo, aprendo nuove prospettive anche per l’Italia, sia nell’approvvigionamento di biocarburanti e mangimi sia nello sviluppo di tecnologie per la decarbonizzazione nei trasporti.
Gigante brasileiro do etanol, Inpasa mira o mercado italiano
DOURADOS – O gigante industrial brasileiro Inpasa, segundo maior produtor mundial de etanol de cereais, está de olho no mercado italiano para ampliar as exportações de biocombustíveis e desenvolver novas parcerias industriais, especialmente no setor marítimo. O grupo agroenergético, que já exporta para 40 países, aposta em um modelo de economia circular que integra o cultivo de cereais, a produção de etanol e de ração proteica e o uso de biomassa para abastecer energeticamente suas unidades industriais.
A empresa, que está entre as 30 maiores do país sul-americano, conta com oito unidades industriais em operação, seis no Brasil e duas no Paraguai. Outras duas plantas deverão entrar em funcionamento até os primeiros meses de 2027. Fundada em 2006 por José Odvar Lopes, a Inpasa encerrou 2025 com um faturamento líquido de aproximadamente 3,9 bilhões de euros (22,8 bilhões de reais), um crescimento de 67% em relação ao ano anterior. No mesmo período, produziu 5,4 bilhões de litros de etanol e 2,7 milhões de toneladas de ração proteica DDGS.
O modelo produtivo baseia-se na transformação de milho e sorgo em etanol, óleos vegetais e DDGS, um coproduto rico em proteínas destinado à alimentação animal. As unidades industriais também utilizam biomassa e resíduos agroindustriais, do bagaço da cana-de-açúcar aos caroços de açaí, para gerar a energia necessária à produção. Mas a circularidade se estende também às áreas agrícolas: o milho destinado à produção de etanol é cultivado como segunda safra, após a soja, permitindo aumentar a produção no mesmo hectare sem a necessidade de incorporar novas áreas agrícolas.
Na área comercial, a Inpasa afirma que já tem capacidade para abastecer a Itália com grandes volumes de etanol certificado ISCC. O transporte marítimo desperta especial interesse, explica Bruno Maier, responsável pelas relações institucionais da empresa, por ser considerado “um dos mercados com perspectivas de desenvolvimento mais imediatas”.
A Inpasa já mantém contatos com grandes companhias internacionais, entre elas Maersk, CMA CGM e Mitsui, para desenvolver o uso do etanol na navegação, enquanto “o diálogo industrial se concentra principalmente nos fabricantes de motores navais e nas tecnologias dual-fuel, que permitem utilizar combustíveis alternativos”.
O grupo também manifestou interesse em aprofundar possíveis parcerias com a indústria naval italiana, inclusive para o desenvolvimento de sistemas de alimentação e armazenamento de biocombustível a bordo das embarcações.
Outra fronteira é a aviação. A Inpasa acompanha o desenvolvimento da tecnologia Alcohol-to-Jet (ATJ), que permite transformar o etanol em combustível sustentável de aviação, o chamado SAF. Segundo as informações apresentadas durante a exposição, novos avanços tecnológicos e comerciais são esperados em um prazo de dois a quatro anos. Para a Itália, as perspectivas envolvem tanto o fornecimento de matérias-primas quanto possíveis parcerias industriais na produção de combustíveis alternativos para o transporte aéreo.
Entre as oportunidades está também a exportação de DDGS para a Itália, onde o produto poderia complementar o farelo de soja na cadeia de produção animal.
As perspectivas comerciais, no entanto, dependem também da evolução da regulamentação europeia. O acordo UE-Mercosul prevê cotas de acesso ao mercado comunitário para um total de 650 milhões de litros de etanol, dos quais 200 milhões destinados a combustíveis e 450 milhões a usos industriais, com implementação progressiva ao longo de cinco anos.
Para a Inpasa, trata-se de uma abertura importante, mas “tímida” diante da produção brasileira, estimada pela empresa em cerca de 40 bilhões de litros em 2026.
O principal entrave diz respeito à diretiva europeia RED III, que limita a contribuição dos biocombustíveis produzidos a partir de culturas alimentares e forrageiras para o cumprimento das metas energéticas do setor de transportes.
A Inpasa mantém um diálogo com a Comissão Europeia para obter o reconhecimento das especificidades do milho brasileiro de segunda safra, argumentando que esse cultivo não implica necessariamente uma concorrência direta com a produção alimentar principal.
Um enquadramento regulatório diferente poderia favorecer a expansão do etanol brasileiro no mercado europeu, abrindo novas perspectivas também para a Itália, tanto no fornecimento de biocombustíveis e ração animal quanto no desenvolvimento de tecnologias para a descarbonização dos transportes.
Patrizia Antonini
AGIPRESS





