AGIPRESS – La Corte Suprema brasiliana, esce profondamente indebolita dalla sessione plenaria convocata per decidere sulla possibile apertura di un’indagine su Alexandre de Moraes per i presunti rapporti con Daniel Vorcaro, ex proprietario del Banco Master e figura centrale di una vasta inchiesta finanziaria.
Moraes è uno degli undici giudici del Supremo, ha guidato i principali procedimenti contro l’ex presidente ultraconservatore Jair Bolsonaro, compreso quello sul tentato colpo di Stato, ed è diventato il simbolo dello scontro tra la magistratura e la destra brasiliana. Il magistrato nega qualsiasi irregolarità e contesta la validità degli elementi raccolti dalla Polizia federale.
La Corte non è arrivata all’esame del merito. La discussione si è concentrata sulla possibilità di riunire il procedimento riguardante Moraes con quello relativo ad André Mendonça, giudice nominato da Bolsonaro e accusato dallo stesso Moraes di avere indirizzato politicamente le indagini sul Banco Master.
Quattro giudici si sono espressi a favore della separazione dei due procedimenti e tre per il loro esame congiunto. Flávio Dino, ex ministro della Giustizia di Lula e componente della Corte Suprema dal 2024, ha chiesto più tempo per studiare gli atti, sospendendo il giudizio senza una nuova data.
La richiesta di Dino potrebbe far slittare anche il procedimento sulle presunte irregolarità commesse da Mendonça, inizialmente fissato per il 23 settembre.
La frattura assume un peso particolare a meno di tre settimane dalle elezioni presidenziali del 4 ottobre, poiché fiacca l’autorevolezza della Corte proprio nel momento in cui sarà chiamata a garantire la regolarità e la legittimità del voto. Inoltre, Flávio Bolsonaro, figlio dell’ex presidente e principale candidato della destra, utilizza il caso per attaccare Moraes e associarlo al governo del progressista Luiz Inácio Lula da Silva.
La strategia presenta però un rischio anche per Bolsonaro, che è stato indagato: le indagini sul Banco Master hanno fatto emergere i suoi rapporti con Vorcaro sul finanziamento di “Dark Horse”, un film dedicato alla biografia del padre.
Lula cerca invece di prendere le distanze da Moraes senza lasciare all’opposizione il monopolio delle critiche alla Corte. Il presidente ha denunciato la perdita di credibilità del Supremo, accusato Mendonça di divulgazioni selettive e chiesto che tutte le responsabilità siano accertate.
Il deterioramento dell’immagine del tribunale è già evidente. Secondo un sondaggio Quaest, il 56% dei brasiliani dichiara di non avere fiducia nel Supremo, dieci punti in più rispetto ad agosto. Tra gli elettori indipendenti, decisivi nella corsa alla presidenza, la percentuale raggiunge il 65%.
Brasil, acerto de contas no Supremo no caso Moraes
Acusações cruzadas e ministros divididos; sessão termina sem decisão
O Supremo Tribunal Federal (STF) sai profundamente enfraquecido da sessão plenária convocada para decidir sobre a possível abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por suas supostas relações com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master e figura central de uma ampla investigação financeira.
Moraes é um dos onze ministros do Supremo. Ele conduziu os principais processos contra o ex-presidente ultraconservador Jair Bolsonaro, incluindo o relativo à tentativa de golpe de Estado, e tornou-se símbolo do confronto entre o Judiciário e a direita brasileira. O magistrado nega qualquer irregularidade e contesta a validade dos elementos reunidos pela Polícia Federal.
A Corte não chegou a examinar o mérito da questão. A discussão concentrou-se na possibilidade de reunir o processo envolvendo Moraes com aquele relativo a André Mendonça, ministro indicado por Bolsonaro e acusado pelo próprio Moraes de ter direcionado politicamente as investigações sobre o Banco Master.
Quatro ministros se manifestaram a favor da separação dos dois processos, enquanto três defenderam a análise conjunta. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e integrante do Supremo desde 2024, pediu vista para estudar melhor os autos, suspendendo o julgamento sem a definição de uma nova data.
O pedido de Dino também poderá adiar o processo sobre as supostas irregularidades cometidas por Mendonça, inicialmente marcado para 23 de setembro.
A divisão assume um peso especial a menos de três semanas das eleições presidenciais de 4 de outubro, pois enfraquece a autoridade da Corte justamente no momento em que ela será chamada a garantir a regularidade e a legitimidade do pleito. Além disso, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e principal candidato da direita, utiliza o caso para atacar Moraes e associá-lo ao governo do progressista Luiz Inácio Lula da Silva.
A estratégia, porém, também representa um risco para Flávio Bolsonaro, que passou a ser investigado: as apurações sobre o Banco Master revelaram suas relações com Vorcaro no financiamento de Dark Horse, filme dedicado à biografia de seu pai.
Lula, por sua vez, procura se distanciar de Moraes sem permitir que a oposição detenha o monopólio das críticas à Corte. O presidente denunciou a perda de credibilidade do Supremo, acusou Mendonça de promover vazamentos seletivos e pediu que todas as responsabilidades sejam apuradas.
O desgaste da imagem do tribunal já é evidente. Segundo uma pesquisa Quaest, 56% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo, dez pontos percentuais a mais do que em agosto. Entre os eleitores independentes, decisivos na disputa presidencial, esse índice chega a 65%.
Patrizia Antonini





