AGIPRESS – San Paolo – L’anniversario dell’Indipendenza brasiliana diventa il primo grande test nella sfida per la presidenza tra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a meno di un mese dal voto del 4 ottobre. Lula partecipa a Brasilia alle celebrazioni ufficiali del 7 settembre, mentre Bolsonaro punta sull’Avenida Paulista, a San Paolo, per una grande mobilitazione di destra a cui è annunciata anche la presenza di Michelle Bolsonaro (candidata al senato) e del governatore di San Paolo, Tarcísio de Freitas.
Il presidente Lula, candidato al quarto mandato per il Partito dei lavoratori (Pt), prende parte alla sfilata istituzionale sull’Esplanada dos Ministérios nella capitale, dove sono attese circa 30 mila persone.
Il governo ha scelto come motto della celebrazione “La forza che unisce il Brasile”, per fare leva sulla difesa della sovranità nazionale, un tema molto sentito nel gigante verde-oro.
Nel messaggio alla nazione pronunciato alla vigilia della ricorrenza, Lula ha messo al centro l’autonomia del Brasile e la difesa degli interessi strategici del Paese. “Non siamo una colonia e non saremo la colonia di nessuno”, ha detto in quello che gli osservatori definiscono un messaggio a Trump (che tuttavia non ha citato direttamente). Il discorso arriva tra l’altro nel pieno delle tensioni commerciali con Washington e dopo i nuovi dazi Usa.
Flávio Bolsonaro sceglie invece l’Avenida Paulista, nel cuore del economica del Paese, per mostrare i muscoli. Per la mobilitazione, il candidato del Partito liberale (Pl) punta sugli slogan “Fuori Lula, Fuori Moraes” e “Ora o mai più”.
Con la mobilitazione Bolsonaro è chiamato a dimostrare di essere in grado di raccogliere l’eredità politica del padre Jair, che sta scontando una condanna a 27 anni e 3 mesi per tentato colpo di Stato.
La campagna del candidato del Pl punta itra l’altro a sfruttare la crisi che coinvolge il giudice della Corte suprema Alexandre de Moraes (uno dei magistrati più esposti nello scontro con il bolsonarismo) e l’ex proprietario del Banco Master, Daniel Vorcaro.
Il duello a distanza nelle piazze arriva mentre la corsa per il Planalto si fa sempre più serrata. Secondo l’ultimo Datafolha, Lula mantiene il primo posto con il 38% delle intenzioni di voto al primo turno, contro il 33% di Flávio Bolsonaro, ma in un eventuale ballottaggio i due risultano in parità tecnica: Lula al 46% e Flavio al 44% con un margine di errore di due punti percentuali.
BRASIL, ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA VIRA TESTE ELEITORAL PARA LULA E BOLSONARO
San Paolo, 7 set. – O aniversário da Independência do Brasil se transforma no primeiro grande teste da disputa pela Presidência entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a menos de um mês das eleições de 4 de outubro.
Lula participa, em Brasília, das celebrações oficiais de 7 de Setembro, enquanto Bolsonaro aposta na Avenida Paulista, em São Paulo, para uma grande mobilização da direita, que também deve contar com a presença de Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O presidente Lula, candidato a um quarto mandato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), participa do desfile oficial na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, onde são esperadas cerca de 30 mil pessoas.
O governo escolheu como lema das comemorações “A força que une o Brasil”, buscando reforçar a defesa da soberania nacional, um tema de forte apelo no país.
Na mensagem ao País pronunciado na véspera da data comemorativa, Lula colocou no centro de seu discurso a autonomia do Brasil e a defesa dos interesses estratégicos do país. “Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, afirmou, em uma declaração que observadores interpretam como um recado a Trump, embora o presidente norte-americano não tenha sido citado diretamente. O discurso ocorre, entre outros fatores, em meio às tensões comerciais com Washington e após as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, escolhe a Avenida Paulista, no coração econômico do país, para demonstrar força. Na mobilização, o candidato do Partido Liberal (PL) aposta nos slogans “Fora Lula, Fora Moraes” e “Agora ou nunca”.
Com a mobilização, Bolsonaro é chamado a demonstrar sua capacidade de assumir a herança política do pai, Jair Bolsonaro, que cumpre uma condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
A campanha do candidato do PL busca, entre outros pontos, explorar a crise que envolve o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes — um dos magistrados mais expostos no confronto com o bolsonarismo — e o ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O duelo à distância ocorre em um momento em que a corrida pelo Palácio do Planalto se torna cada vez mais dura. Segundo a pesquisa Datafolha mais recente, Lula mantém a liderança, com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, porém, os dois aparecem em empate técnico: Lula tem 46% e Flávio, 44%, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Patrizia Antonini
AGIPRESS




