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AGIPRESS – San Paolo – L’anniversario dell’Indipendenza brasiliana ha offerto l’occasione per un test elettorale nella sfida tra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a meno di un mese dalle presidenziali del 4 ottobre. Dalla Spianata dei Ministeri all’Avenida Paulista, il 7 settembre si è trasformato in una prova di forza tra il presidente progressista uscente e il candidato della destra.
Lula ha partecipato alle celebrazioni ufficiali a Brasília, dove la Segreteria per la comunicazione della Presidenza ha stimato 70 mila presenze, in aumento rispetto alle 45 mila del 2025. Flávio Bolsonaro ha invece chiamato i suoi sostenitori a San Paolo, al motto di “Fuori Lula, fuori Moraes”, senza tuttavia riuscire a mobilitare le masse a cui eravamo abituati con il padre Jair, che ora sta scontando una pena a 27 anni e tre mesi per tentato colpo di Stato.
Secondo gli osservatori, la manifestazione della destra, a cui ha partecipato anche il governatore dello Stato di San Paolo Tarcisio de Freitas, ha totalizzato circa 28.500 partecipanti: un dato ben inferiore rispetto ai 42.200 dell’iniziativa dello scorso anno convocata da Jair Bolsonaro.
Lula, candidato al quarto mandato per il Partito dei lavoratori (Pt), ha scelto di insistere sul tema della sovranità nazionale. “Ci sono quelli che giocano contro. Si travestono da patrioti, ma militano per interessi stranieri”, ha detto il progressista in un aperto riferimento a Flavio Bolsonaro. E ancora: “Siamo un Paese sovrano e le nostre decisioni appartengono a noi e a nessun altro. Parole rivolte a Donald Trump (mai citato direttamente) che arrivano nel pieno delle tensioni commerciali con Washington, dopo l’introduzione dei nuovi dazi USA.
Flávio Bolsonaro ha impostato la sua mobilitazione su un attacco frontale a Lula e al giudice della Corte suprema Alexandre de Moraes, accusati di rappresentare un “consorzio” di potere. “Vedrete che cercheranno ancora una volta di interferire nelle elezioni”, ha avvertito il candidato delle destre.
Gli slogan del Pl hanno invece cercato di far leva sulla crisi istituzionale che si è scatenata intorno all’inchiesta sull’ex proprietario del Banco Master, Daniel Vorcaro. Crisi che coinvolge il giudice de Moraes, uno dei magistrati più esposti nello scontro contro il bolsonarismo.
Il duello a distanza si è consumato mentre la corsa per il Planalto si fa più serrata. Secondo l’ultimo sondaggio Datafolha, Lula resta in testa al primo turno con il 38% delle intenzioni di voto, contro il 33% di Flávio Bolsonaro. In caso di ballottaggio, però, il vantaggio si riduce fino alla parità tecnica: 46% per Lula e 44% per Flávio, con un margine di errore di due punti percentuali.
LULA E FLÁVIO BOLSONARO MEDEM FORÇAS A UM MÊS DAS ELEIÇÕES
São Paulo, 8 set. – O aniversário da Independência do Brasil serviu como um teste eleitoral na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a menos de um mês das eleições presidenciais de 4 de outubro. Da Esplanada dos Ministérios à Avenida Paulista, o 7 de Setembro se transformou em uma demonstração de força entre o presidente progressista e candidato à reeleição e o candidato da direita.
Lula participou das comemorações oficiais em Brasília, onde a Secretaria de Comunicação da Presidência estimou a presença de 70 mil pessoas, número superior às 45 mil registradas em 2025. Flávio Bolsonaro, por sua vez, convocou seus apoiadores em São Paulo, ao grito de “Fora Lula, fora Moraes”, sem, no entanto, conseguir mobilizar as multidões que costumavam acompanhar seu pai, Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
Segundo os observadores, a manifestação da direita, que contou também com a participação do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reuniu cerca de 28,5 mil pessoas, número bem inferior aos 42,2 mil participantes do ato convocado por Jair Bolsonaro no ano passado.
Lula, candidato a um quarto mandato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), optou por insistir no tema da soberania nacional. “Há aqueles que jogam contra. Disfarçam-se de patriotas, mas militam em favor de interesses estrangeiros”, afirmou o presidente progressista, em uma referência direta a Flávio Bolsonaro. E acrescentou: “Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.
As palavras foram dirigidas a Donald Trump — embora o presidente norte-americano não tenha sido citado diretamente — e foram pronunciadas em meio às tensões comerciais com Washington, após a introdução das novas tarifas dos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, centrou sua mobilização em um ataque frontal a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, acusados de representar um “consórcio” de poder. “Vocês verão que tentarão mais uma vez interferir nas eleições”, advertiu o candidato da direita.
Os slogans do PL também procuraram explorar a crise institucional desencadeada em torno da investigação envolvendo o ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. Uma crise que envolve Moraes, um dos ministros do STF mais expostos no confronto com o bolsonarismo.
O duelo à distância ocorreu em um momento em que a corrida pelo Palácio do Planalto se torna mais acirrada. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, Lula continua na liderança no primeiro turno, com 38% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, porém, a vantagem diminui até chegar a um empate técnico: 46% para Lula e 44% para Flávio, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Patrizia Antonini
AGIPRESS




