AGIPRESS – Rio de Janeiro, 14 settembre – Lo scandalo finanziario partito dalle indagini sul Banco Master si è trasformato in una delle più gravi crisi istituzionali degli ultimi anni in Brasile, investendo direttamente il Supremo Tribunal Federal (STF), la massima Corte del Paese, a poche settimane dalle elezioni presidenziali del 4 ottobre.
Al centro della vicenda c’è Daniel Vorcaro, ex proprietario del Banco Master, istituto finito sotto inchiesta. Vorcaro è attualmente in carcere e il contenuto del suo telefono cellulare è diventato uno degli elementi più delicati dell’indagine.
A provocare il terremoto sono state in particolare la notizia delle conversazioni tra il banchiere e Alexandre de Moraes, uno dei giudici più influenti della Corte suprema, noto anche all’estero per le inchieste sull’ex presidente di destra Jair Bolsonaro e sull’attacco dei sovranisti ai Palazzi delle istituzioni brasiliane dell’8 gennaio 2023.
Domani, martedì 15 settembre, la plenaria della Corte Suprema dovrà esaminare il rapporto della Polizia federale sulle conversazioni tra Moraes e Vorcaro e decidere gli sviluppi del procedimento. Lo scontro ha ormai diviso la Corte, con forti tensioni tra Moraes e il giudice André Mendonça (nominato dall’allora presidente Bolsonaro nel 2021) che aveva inizialmente la responsabilità del caso.
Per cercare di riportare sotto controllo la situazione è intervenuto direttamente il presidente della Corte, Edson Fachin, che ha sottratto a Mendonça la gestione del procedimento riguardante Moraes e l’ha assunta personalmente. Fachin ha inoltre chiesto maggiore trasparenza sulla documentazione relativa al Banco Master.
Proprio il cellulare di Vorcaro è diventato uno dei nodi dello scontro. Diversi giudici della Corte chiedono di poter accedere integralmente ai dati estratti dal dispositivo, mentre Mendonça sostiene che la loro divulgazione completa potrebbe compromettere le indagini ancora in corso.
La crisi ha ormai superato i confini del caso bancario. Oltre 200 esponenti del mondo economico, giuridico e della società civile hanno sottoscritto una lettera pubblica a sostegno delle iniziative di Fachin e della richiesta di maggiore trasparenza.
La vicenda assume un peso ancora maggiore perché esplode nella fase finale della campagna per le presidenziali brasiliane. Alcune delle indagini collegate al caso Master toccano esponenti politici e rischiano di alimentare ulteriormente lo scontro tra il presidente Luiz Inácio Lula da Silva e il suo principale avversario, Flávio Bolsonaro, figlio dell’ex presidente Jair Bolsonaro.
Brasil, caso Banco Master divide o Supremo
Expectativa pelas decisões do plenário
Rio de Janeiro, 14 de setembro – O escândalo financeiro que teve origem nas investigações sobre o Banco Master se transformou em uma das mais graves crises institucionais dos últimos anos no Brasil, atingindo diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do país, a poucas semanas das eleições presidenciais de 4 de outubro.
No centro do caso está Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, instituição que se tornou alvo de investigação. Vorcaro está atualmente preso e o conteúdo de seu telefone celular se tornou um dos elementos mais delicados do inquérito.
O estopim da crise foram, em particular, as notícias sobre conversas entre o banqueiro e Alexandre de Moraes, um dos ministros mais influentes do STF, conhecido também no exterior pelas investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e pelos processos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Amanhã, terça-feira, 15 de setembro, o plenário do Supremo deverá analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre Moraes e Vorcaro e decidir os próximos passos do procedimento. O embate já divide a Corte, em meio a fortes tensões entre Moraes e o ministro André Mendonça, indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro, em 2021, e que inicialmente estava à frente do caso.
Na tentativa de controlar a crise, o presidente do STF, Edson Fachin, interveio diretamente e retirou de Mendonça a condução do procedimento envolvendo Moraes, assumindo pessoalmente a responsabilidade pelo caso. Fachin também pediu maior transparência em relação à documentação relacionada ao Banco Master.
O celular de Vorcaro tornou-se justamente um dos principais pontos de divergência. Ministros do Supremo pedem acesso integral aos dados extraídos do aparelho, enquanto Mendonça sustenta que a divulgação completa do conteúdo poderia comprometer investigações ainda em andamento.
A crise já ultrapassou os limites do caso bancário. Mais de 200 representantes dos meios econômico e jurídico e da sociedade civil assinaram uma carta pública em apoio às iniciativas de Fachin e ao pedido de maior transparência.
O caso ganha ainda mais peso por eclodir na reta final da campanha presidencial. Algumas das investigações relacionadas ao Banco Master atingem figuras do mundo político e podem alimentar ainda mais o confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Patrizia Antonini
AGIPRESS





